segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chegando no aeroporto

Ao chegar no aeroporto Rosana foi lidar com a papelada. Primeiro adesivou ambas as caixas com tudo que tem direito. Carta pra british, a etiqueta vermelha, dados do gatil, dados meus. Depois ligou pra British e veio uma menina conferir se o que ela via era o que estava descrito que seria enviado como carga. Era. Ok. Próoooooximo.



Daí vieram os dois carinhas da British. Pichu e Ana Amélia que estava bem quietinhos e na deles, se levantaram para se mostrar. Eis que o rapazinho da British me fala que a caixa é pequena. "Rosana, tá pequena.". Não houve choro nem vela. Às 10h40m, faltando 1h20m para fechar a British, MissKitty teria que rodar São Paulo para comprar uma caixa maior.


Essa foto que vocês vêem aí do lado são as duas muretinhas, caixa de bomba d'água ou o raio que o parta que eles utilizam para olhar a caixa dos animais. Tavam pensando que o negócio é sofisticado, uma salinha? Não. É um terminal de CARGAS.

Enfia gatos com caixa pra dentro do carro de novo. Enquanto Rosana corre para adiantar algumas papeladas assim não teríamos que perder tempo com isso quando voltássemos. Enquanto isso Miss Kitty começa a mandar mensagem de texto para tudo quanto era amiga que poderia estar em frente a um computador e pesquisar petshops em Guarulhos. Uma reunião, outra com a boca aberta no dentista... AAAAAHHHH!
Rosana volta. Conseguiu resolver o que tinha que resolver e pediu pra Miss Kitty ficar calma. TUDO TUDO TUDO VAI DAR PÉ. TUDO TUDO TUDO VAI DAR PÉ. Ela fez um caminho que não pegou trânsito porque já tinha percebido quando vinha que a marginal tava ruim. Decidiu não entrar em Guarulhos e fomos parar numa Cobasi na Zona Leste. Ana Amélia foi devidamente enfiada na caixa maior com o PIchu. Aquela caixa ia passar a ser dela. A caixa menor passou por uma limpeza e retirada cuidadosa dos adesivos que iam ter que ser reaproveitados! Fora a ração que tava pendurada, mas bebedouro de gaiola, mais fraldinha, mais o caramba a quatro que tinha pendurado naquela caixa.
Chegamos na Cobasi e Miss Kitty tinha uma cara de tao assustada que a menina permitiu a troca. Miss Kitty queria comprar uma caixa que daria pra levar um leão mas graças a S. Francisco de Assis Rosana estava lá e orientou sobre o tamanho certo. Mocinha da Cobasi abriu exceção, a caixa anterior foi aceita como parte do pagamento e agora era a volta.
Na volta, dois imbecis páram no meio da estrada para bater boca. Quando Rosana saía com o carro quase bate nesses dois imbecis que resolveram dar freiadinhas e bater pega.
Às 11h56m, Rosana, Miss Kitty, Pichu e Ana Amélia adentraram o terminal de Guarulhos. Rosana colou todos os adesivos na caixa nova e ligou pra BA. Miss Kitty arrumou o tapetinho higiênico e começou a sentir a dor da separação.
O rapazinho da BA veio e disse que tudo tava certo. Falou que não poderia ter liberado porque foi fazer um curso em Londres sobre isso. Miss Kitty não reclamou. Prefere uma companhia que faz isso porque zela pelo bem-estar do animal do que uma que permite qualquer coisa. Pichu e Ana Amélia viajariam muito confortáveis nas primeiras caixas mas Miss Kitty imagina o que criadores e gente que não está nem aí não faz. Enfia o bicho em qualquer caixa porque caixa maior significa mais volume e mais peso. Logo, mais caro para enviar.
Pichu foi confundido com gato do mato... Ai, ai. Miss Kitty se despediu e pediu para levá-los para dentro do terminal que era mais silencioso. Voltou pro carro enquanto Rosana foi resolver mais papeladas. Ficou de lá olhando Melinha e Pichu movendo-se na caixa. A dor era muita mas ela segurou.
Rosana trouxe Miss Kitty de volta. Voltaram conversando. Mais uma amizade e pessoa legal pelo caminho.
Quando Miss Kitty entrou em casa, a realidade veio. Pichu e Melinha não estavam ali. Se foram. Finalmente ela chorou.


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